4 de setembro de 2015

Pela primeira vez na história, DF registra bactéria da cólera



A estação de tratamento da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), localizada na Asa Norte, está contaminada com a bactéria que transmite a doença da cólera. Por conta disso, a Vigilância Epidemiológica emitiu um alerta para os hospitais do Distrito Federal, e a Caesb reforçou a coleta em seis pontos: Asa Norte, Asa Sul, Samambaia, Melchior e dois pontos no Lago Paranoá. 
É a primeira vez na história que a bactéria é encontrada no DF. Até então, todos os casos da doença registrados eram importados de outras unidades da federação. Há nove anos não se tem notícia da doença na região.
De acordo com a Secretaria de Saúde a vigilância identificou o micro-organismo por meio do programa de qualidade de água. Eles monitoram as 14 estações de tratamento de esgoto e faz testes específicos para a Vibrio cholerae, que transmite a cólera, desde 2013. Por meio de nota, a secretaria informou que, apesar de a bactéria estar presente no meio ambiente e ter sido encontrada pela primeira vez no Distrito Federal, não foi registrado um novo caso da doença.
No Brasil, a incidência de cólera atingiu o ápice em 1993, quando foram detectados 60.340 casos. A partir de 1995 reduziu-se significativamente, com ocorrências mais frenquentes nas regiões Nordeste e Norte, onde prevalecem condições socioeconômicas menos satisfatórias.

Para saber mais
Cólera é uma doença infecciosa intestinal aguda, causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae. Pode se apresentar de forma grave, com diarreia aquosa e profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e cãibras. Esse quadro, quando não tratado prontamente, pode evoluir para desidratação, acidose e colapso circulatório, com choque hipovolêmico e insuficiência renal. Entretanto, frequentemente, a infecção é assintomática ou oligossintomática, com diarreia leve. A acloridria gástrica agrava o quadro clínico da doença. A infecção produz aumento de anticorpos e confere imunidade por tempo limitado (em torno de 6 meses).

Comente com o Facebook:

2 de setembro de 2015

Jardim Botânico faz 11 anos sem comemorações


O Jardim Botânico completou 11 anos ontem. Mas os moradores não têm o que comemorar. O cenário de abandono entristece a comunidade. Carente de equipamentos públicos fundamentais, o bairro não tem administração regional própria e atuante, dizem os moradores. 

Para piorar, eles afirmam que, desde janeiro, o GDF acumula dívida de R$ 22 mil por mês para manter o aluguel do espaço onde está instalada uma administração vazia no único shopping da cidade, um prédio irregular.Eles acrescentam que são oito meses de aluguéis vencidos – débito de R$ 176 mil.

Segundo a presidente do Movimento Comunitário do Jardim Botânico, Roselene Marques, esse dinheiro, suficiente para construir quase duas sedes provisórias em lote doado pela Terracap e patrimoniado, é jogado fora. 

"Além disso, não temos administrador próprio que seja morador do bairro. Hoje quem cuida é Aldenir Paraguassú, titular do Lago Sul", afirma Roselene, ressaltando outros problemas: "A administração deveria dar exemplo, mas funciona em um prédio sem alvará e com pouquíssimos servidores, 15 no total, que apenas cuidam do protocolo. Tudo é encaminhado para o Lago Sul, nada funciona aqui".

Para ela, todos os serviços que dependem da administração não funcionam, como escolas, creches, praças, postos de saúde, delegacia, coleta de lixo, entre outros. "É revoltante, pois pagamos impostos e não temos retorno" acrescenta, lembrando que até a placa na entrada do Jardim Botânico está destruída, além de paradas de ônibus abandonadas, postes de iluminação sem lâmpada e lixo espalhado.

Segundo Roselene, em reuniões semanais com o administrador Paraguassú desde o início do ano, os moradores apresentam as demandas da comunidade. "Mas estamos cansados, pois não vemos nem um efeito. De fato, existe uma boa vontade de toda a equipe do Lago Sul, mas os resultados não aparecem”, completa.

Descaso do governo
Hoje, o Jardim Botânico é composto, em sua maioria, por grandes condomínios, o que piora o descaso do governo com a região. "Os condôminos pagam pelos serviços básicos duas vezes, já que o governo não faz a parte dele", relata a moradora aposentada e síndica do Amobb Condomínio, Ana Lourdes de Castro Miranda, 56 anos. Ela explica que os índices de criminalidade não param de crescer. Mas as ocorrências são registradas em São Sebastião.

Morador da região há 30 anos, o empresário Gilmar Araújo, 60, dono de supermercado na Estrada do Sol, diz que o local foi assaltado 33 vezes. "Os assaltantes estavam armados e colocaram a vida de todo mundo em risco. Já pensei em desistir", lamenta Gilmar.

Para a recepcionista Rosalia Santos, 47, o pior é a falta de estrutura: "As paradas estão abandonadas. Só tem lixo, bancos quebrados e mato".
Versão oficial
Procurado pelo JBr., o GDF afirmou que pelo local ter administrador interino não significa que a administração não seja atuante. "Sob a coordenação do vice-governador, várias administrações têm tido formato semelhante. No Jardim Botânico, por exemplo, estão em andamento obras de asfaltamento e via de acesso para encurtar a distância", declara o governo, por meio da assessoria.

O GDF ressaltou que não procede a informação de que faltam equipamentos públicos, assim como a de funcionamento irregular da sede do órgão. "O prédio foi alugado sem contrato pela gestão passada e está sob análise da Procuradoria do DF. O aluguel anterior era de R$ 16 mil, que não foi pago em 2015 em função da irregularidade, e a administração está sendo transferida nos próximos dias”.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Comente com o Facebook:

1 de setembro de 2015

Governo cria o Estatuto do Parto Humanizado

Cinco leis de autoria do Legislativo foram sancionadas pelo governador Rodrigo Rollemberg na sexta (28) e publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal nesta segunda (31). Parte importante das sanções feitas pelo Executivo, a Lei nº 5.534 institui o Estatuto do Parto Humanizado, com o objetivo de assegurar assistência às gestantes em todas as unidades de saúde do Distrito Federal, públicas ou privadas. O texto indica e esclarece critérios que devem ser seguidos por quaisquer profissionais que atendam pessoas no período gestacional e pré-natal.

São direitos das grávidas: ter dúvidas esclarecidas e receber informações e explicações necessárias, em especial no caso de impedimentos ao parto normal; dispor de acompanhante de sua escolha durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto; escolher a melhor posição e ser incentivada a adotar posições como sentada ou de cócoras, mais favoráveis ao parto natural; ter acesso a métodos não farmacológicos para conforto e alívio da dor, como massagens e banhos; receber apoio físico e emocional de doula, (assistente sem formação médica), durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto, sempre que solicitar; ter acesso ao bebê logo após o nascimento para amamentação na primeira hora de vida.

No caso de a gestante optar pela presença de uma doula, esta deve ser considerada independente do acompanhante e não acarretará em ônus adicional à instituição. A atuação da profissional deve seguir as recomendações descritas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A lei também incentiva que as grávidas façam partos planejados e esclarece que a assistência a essas mulheres, quando em trabalho de parto e durante o próprio, deve ser feita por médico obstetra, enfermeiro obstetra e técnico de enfermagem, com apoio de doula, quando solicitado. Com exceção à Casa de Parto de São Sebastião, a equipe responsável é composta por enfermeiro obstetra e por técnico de enfermagem.

Referência
Única unidade de saúde do DF que só faz parto normal, a Casa de Parto de São Sebastião atende cerca de 500 mulheres e recebe uma média de 42 recém-nascidos em três salas a cada mês. “Temos o compromisso com a inserção da mulher como protagonista do parto”, resume a chefe da unidade, Jussara Vieira.

A casa conta com uma equipe de 28 pessoas entre enfermeiros obstetras, técnicos de enfermagem e enfermeiros residentes. As instalações contam com dois consultórios, três salas de parto e um alojamento comunitário com três leitos. Em cada quarto, há varanda, banheira, bola de Pilates e cama.

Na contramão da recomendação da Organização Mundial da Saúde de que apenas 15% dos partos devam ser feitos por meio de cesariana, estudo divulgado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) mostrou que 54,78% das gestantes fizeram a cirurgia em 2013.

Segundo a chefe da Casa de Parto de São Sebastião, a quantidade de cesarianas no Distrito Federal pode refletir uma segurança precipitada de alguns profissionais que querem evitar intercorrências no momento do parto. “Há todos os riscos de uma grande cirurgia, como infecções, complicações anestésicas”, destaca Jussara. Além de tudo, o procedimento impede que a mãe fique 100% dedicada ao bebê após o parto, devido aos cuidados pós-operatórios. “A humanização é a maneira como você vai lidar com o outro, respeitar as boas práticas de assistência, o tempo da mulher e o do bebê.”

Para serem atendidas no local, as mães precisam ter feito o pré-natal completo na unidade regional de saúde, nunca ter passado por uma cesariana e não apresentar indicativo de gravidez de risco, como no caso de gêmeos, pressão alta e diabetes.

Outras sanções
Seguindo o critério de transparência reforçado pela gestão, a Lei nº 5.532, determina que os dados de contratos de locação de imóveis firmados pelo Executivo sejam divulgados semestralmente. O documento determina que o governo mantenha o cadastro de imóveis locados para abrigar órgãos públicos da administração direta e indireta de forma acessível e organizada. Devem ser publicadas as seguintes informações: descrição do imóvel; finalidade da locação e a que órgão se destina; valor do contrato; valor da locação por metro quadrado; nome do proprietário; prazo de vigência do contrato; despesa total com o contrato de locação.

Entre as sancionadas, também está a Lei nº 5.533. Segundo a legislação, qualquer estabelecimento do tipo hotel, motel ou pensão deve ter uma placa com o Artigo 82, da Lei federal nº 8.069, de julho de 1990, referente ao Estatuto da Criança e do Adolescente — que proíbe a hospedagem de criança ou adolescente nesses estabelecimentos, salvo se acompanhados de pais ou responsáveis.

O local que não cumprir o disposto na lei ficará sujeito à multa de 20 salários mínimos, a ser revertida para o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal. Em caso de reincidência, a pena é aplicada em dobro.

Também passa a vigorar, com a publicação da Lei nº 5.535, a obrigatoriedade de implantação de válvula de descarga que dispõe de acionamento individualizado para líquidos e sólido nos banheiros dos órgãos públicos do Distrito Federal.

Já a Lei nº 5.536 libera o ingresso de pessoas não matriculadas na rede pública de ensino em instituições educacionais de formação complementar que integram a estrutura de educação pública do DF. Elas deverão preencher vagas remanescentes não ocupadas por estudantes matriculados em todos os níveis dos cursos.
Fonte: Agência Brasília

Comente com o Facebook:

28 de agosto de 2015

Mais uma invasão de área pública detida pela Agefis em São Sebastião


Na manhã desta quarta-feira (26/08), uma operação protagonizada pela Agência de Fiscalização (Agefis), com o apoio de viaturas da Polícia Militar e servidores da Administração Regional de São Sebastião, retirou várias cercas vivas, alambrados e cerca de arames, todas irregulares, localizadas na Quadra 1 do bairro São Bartolomeu.
Na quadra 2, também do São Bartolomeu, o problema era a grande quantidade de material de construção colocado no local de forma irregular.

O proprietário do material não foi localizado.
Essas áreas tinham sido alvo de denúncias por parte da população, incomodada com a visível invasão da área pública.
A Agefis notificou, deu prazo, contudo, o dono do material de construção não providenciou a retirada, razão pela qual a ação objetivou a remoção.
Todo o material de construção recolhido em São Sebastião foi enviado para o depósito da Agefis.
Nestas ações foram utilizadas uma retroescavadeira, dois caminhões e dois caminhões caçamba.
Ainda ocorrerão outras ações por parte da Agefis, visando a retirada de mais cercas que invadem a área pública.

Alguns moradores dessas duas quadras estavam cercando os fundos das casas para prolongarem seus terrenos.
  



Comente com o Facebook:

20 de agosto de 2015

Moradores denunciam aumento de invasão em região próxima ao Jardins Mangueiral

Os lotes da área são vendidos por um grileiro por aproximadamente R$ 1,5 mil

Uma invasão começa a crescer próxima às quadras 14 e 15 do condomínio Jardins Mangueiral. A ocupação tem, pelo menos, 20 barracos. Segundo vizinhos, o número de casas vem aumentando há, aproximadamente, três meses.

“É um conhecido aqui de São Sebastião que está vendendo os lotes. Desde que ele começou a negociar a área, mais umas dez famílias se instalaram ali”, diz um vizinho, que prefere não se identificar.

Fotos da invasão chegaram a ser publicadas ontem na página do condomínio Jardins Mangueiral, no Facebook. 
A Agência de Fiscalização do DF (Agefis) afirmou que  uma equipe foi enviada ao local para averiguar a real situação da invasão. 

De acordo com moradores próximos ao local da ocupação irregular, os lotes da área são vendidos por um grileiro por aproximadamente R$ 1,5 mil. Nos terrenos, cercados por arame, casas de madeirite começam a tomar a paisagem. 

Moradores do Jardins Mangueiral asseguram que a rapidez com que os invasores se instalam é preocupante. “É bem aqui do lado, né? Pode nos gerar problemas no futuro. Eles têm que ser retirados”, reclama outro vizinho. 

A área ocupada fica dentro de São Sebastião. No entanto, ocupa exatamente a divisa entre a região administrativa e o condomínio Jardins Mangueiral. Uma moradora da área, que tampouco quis se identificar, assegura que os lotes são distribuídos por uma única pessoa. 

“Fui uma das primeiras a chegar aqui. Isso faz mais de um ano. Aí, aos poucos, o pessoal foi vindo. Acho que de uns quatro meses para cá, aumentou bastante o número de famílias”, conta. Por enquanto, porém, parte das casas está vazia, ainda em fase de construção.

Sem-Teto
Ontem, equipes da Agefis derrubaram outros barracos de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) na região do Incra 7, entre Ceilândia e Brazlândia. De acordo com a Subsecretaria da Ordem Pública e Social, há, pelo menos, 400 casas no local.
Segundo testemunhas, não houve resistência à ação.  "Negociamos com os moradores e avisamos que iríamos começar pelas casas inabitadas, dando um tempo para que retirassem os pertences", disse o major Hércules Freitas.  
Os invasores ocupavam a região desde fevereiro. De acordo com o coordenador do MTST,  Edmar Tavares, também morador da área invadida, não houve qualquer aviso da derrubada. "É uma reintegração de posse covarde. Ninguém da Justiça veio dizer que iria acontecer", criticou.
Cerca de 150 servidores foram mobilizados na operação, entre policiais civis e militares. Agora, os invasores devem receber ajuda do GDF para levar os itens que havia nas casas. A ocupação ficava próxima ao conhecido Gol de Placa.

Saiba mais
O Jardins Mangueiral é fruto da primeira Parceria Público-Privada (PPP) habitacional do País. Trata-se  de moradia em um bairro planejado, com infraestrutura urbana de água, esgoto,  ruas pavimentadas e urbanizadas, com lazer e segurança para os cerca de 30 mil moradores estimados nas oito mil unidades habitacionais.

O condomínio é destinado a pessoas com renda entre quatro e 12 salários mínimos, por meio do financiamento do Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.
Todos os beneficiários são  indicados pelo GDF após análise e validação dos candidatos.

Comente com o Facebook:

18 de agosto de 2015

Buriti e Câmara brigam por causa de derrubadas

Ocupação irregular à beira do Lago Paranoá pode ter data para acabar: governador garante que ação no local terá início na semana que vem

O Governo do Distrito Federal e a Câmara Legislativa estão, mais uma vez, em lados opostos. Na visão da maioria dos deputados distritais, não importa se houve invasão de área pública ou crime de grilagem: depois de construída, a casa deve ser regularizada. O GDF, no entanto, está disposto a demolir todas as obras irregulares erguidas depois de julho de 2014, a exemplo do que ocorreu em Vicente Pires nas últimas semanas. O embate entre os poderes tem repercutido. No meio político, a pressão de parlamentares para tirar Bruna Pinheiro da diretoria da Agência de Fiscalização (Agefis) é grande. A arquiteta, contudo, recebe cada vez mais o apoio de pessoas contrárias às invasões.


Muito cobrado por ter derrubado casas em áreas carentes e de classe média, como no Sol Nascente e em Vicente Pires, e não ter agido em bairros nobres, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou, ontem, durante o programa CB.Poder, na TV Brasília, que a desobstrução da orla do Lago Paranoá vai começar na próxima semana. O socialista garante que seguirá dando poder à Agefis para as operações. Segundo pessoas ligadas ao chefe do Executivo, a ideia é ignorar as pressões — seja de parlamentares defensores de Vicente Pires, seja de poderosos proprietários de terrenos à beira do Lago.



Bancada da invasão
A reprovação à ação da Agefis teve tom elevado no plenário da Câmara. Com a presença de vários moradores de Vicente Pires na plateia, os deputados aproveitaram sessões da semana passada para agradar aos manifestantes. O deputado Bispo Renato Andrade (PR), por exemplo, disse que é “o governo do caos e da mentira”. Agaciel Maia (PTC) afirmou que os ocupantes do Buriti têm sido “burros” por não resolverem as regularizações dos condomínios. Rodrigo Delmasso (PTN) chegou a propor o fim da agência, que definiu como “corrupta e fascista”. Reginaldo Veras (PDT) recolheu a assinatura de colegas e protocolou uma indicação que pede ao GDF a suspensão das ações em Vicente Pires até que uma comissão seja formada para discutir o tema.


Demolições em Vicente Pires fizeram com que o assunto chegasse à CLDF
O tema não ficou restrito ao plenário. Os deputados realizaram uma audiência pública para debater o assunto na última quinta-feira. Na ocasião, a artilharia se voltou contra Sandra Faraj (SD), apontada como responsável pela indicação de Bruna Pinheiro. A deputada, porém, não titubeou e fez igual aos colegas: pediu a exoneração da presidente da Agefis, fez críticas às ações da agência e arrancou aplausos da plateia. A parlamentar negou o apadrinhamento.


Apesar de ter assinado a proposta de Veras, o deputado Chico Vigilante (PT) garante que está fora do movimento político que pede a demissão de Bruna. Ele acredita, contudo, que muitas vezes a punição recai apenas sobre o comprador e deixa os grileiros impunes. Para isso, ele reuniu-se, ontem, com o presidente do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios, Getúlio de Moraes, e propôs a criação de varas especializadas em questões fundiárias no DF. “Elas existem em vários estados e agilizam processos dessa natureza, com juízes e técnicos especializados no tema. O presidente achou a ideia muito boa. Ele determinou prioridade nos estudos para ver as condições de viabilizar a criação das varas”, diz.



Alerta
Especialistas em ordenamento urbano elogiam o governo e questionam as intenções dos deputados. O geógrafo e professor emérito da UnB Aldo Paviani faz um alerta (leia Especialista fala): “Se formos permissivos com as invasões, quantos habitantes terá Brasília daqui a 10 anos?”, argumenta. Ele acredita que a Câmara não tem agido da forma correta: “A primeira obrigação de quem produz lei é respeitar lei. Eles não respeitam, querem que os grileiros se deem bem. Acho que os deputados não têm discernimento para saber o que se deve e o que não se deve apoiar”, opina.



Segundo o jornalista Gilberto Camargos, 51 anos, presidente da Associação de Moradores de Vicente Pires e Região (Amovipe), o pessoal que teve as casas derrubadas vai fazer de tudo para recuperar a moradia. “O governo cometeu o crime de invadir residências, quebrou móveis e até agrediram um cadeirante. Estamos preparados para matar ou morrer”, protesta.
Representantes da associação foram até o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) na última quinta para pedir investigação do caso. De acordo com o titular da 1ª Promotoria Criminal de Brasília, Mauro Faria de Lima, “há possibilidades de excessos terem ocorrido” na ação da Agefis.



“Como vamos tratar como criminosos aqueles que estão fazendo o mesmo que muitos fizeram nos últimos 20 anos? Quem não é especulador imobiliário no Distrito Federal? A própria Terracap é”, acusa. “Nossos líderes foram tão medíocres que não pensaram na expansão urbana”, critica. Para o promotor, os agentes do estado agiram “como vândalos cortando água e luz de quem tinha liminar judicial para ali permanecer”. A Justiça determinou a retomada dos serviços. E finaliza: “Deveria haver isonomia no tratamento e não derrubar nem em Vicente Pires nem na orla do Lago Paranoá.”

Comente com o Facebook:

14 de agosto de 2015

"O Segredo" da Cia Burlesca se apresenta nas escola de São Sebastião


O espetáculo "O Segredo" trata da forma como as pessoas se relacionam com os meios de comunicação existentes, seja a mídia impressa, televisiva, internética etc. É uma livre adaptação do conto homônimo do escritor brasileiro Machado de Assis, originalmente publicado na Gazeta de Notícias no ano de 1882 e, posteriormente integrado ao livro Papéis Avulsos. Dois portugueses, Fernão Mendes Pinto e Diogo Meireles, estão numa cidade peculiar, e junto com o nativo Titané vão descobrir e praticar a "doutrina pomadista" a qual determina que o que importa é a opinião e não a realidade.

No conto, Machado produz uma crítica aos impostores espiritualistas, os quais convencem o povo por meio de sua performance e eloquência, expondo uma ideia absurda que porém suscita espanto, admiração e crença cega. No espetáculo, a Cia Burlesca foca a maneira como a manipulação da opinião é forjada e tratada por certos intelectuais, clérigos, filósofos, comerciantes, artistas, vendedores, jornalistas, políticos e outros, para vender mentiras como verdades.

Com estética popular, músicas compostas exclusivamente para o espetáculo e interpretação burlesca, a peça levará gratuitamente para dezesseis escolas públicas de ensino médio do DF, reflexões sobre como os jovens podem se proteger deste tipo de manipulação.

Ficha Técnica
Elenco: Caísa Tibúrcio, Greicy Bali, Julie Wetzel, Lyvian Sena, Marcio Braga e Pedro Caroca
Direção: Mafá Nogueira
Cenário e Figurino: Ana Paula Faria
Músicas: Jonathan Silva
Fotografia: Pedro da Silva
Produção Executiva: Claudia Leal
Arte Gráfica: Jana Ferreira
Divulgação: Pedro Caroca
Realização: Cia Burlesca
Agradecimentos: Pata Barros, Stephen Robson, Fundação Brasileira de Teatro
Este projeto é apresentado pelo Fundo de Apoio à Cultura, Secretaria de Cultura e Governo do Distrito Federal.


Serviço
De 25 de agosto a 01 de outubro
Sempre às 16h
Entrada franca
Classificação Livre
Informações: (61) 3204-3889 e 8173-3450

Programação
25 de agosto: CED São Francisco - São Sebastião
27 de agosto: CEM 01 - São Sebastião
01 de setembro: CEM 10 - Ceilândia
03 de setembro: CEM 01 - Gama
04 de setembro: CEM 02 - Gama
08 de setembro: CEM 09 - Ceilândia
10 de setembro: CEM 02 - Planaltina
11 de setembro: CEM 01 - Paranoá
15 de setembro: CEM 03 - Ceilândia
17 de setembro: CEM 01 - Brazlândia
18 de setembro: CEM 01 - Riacho Fundo
22 de setembro: CED Ponpillio Marques de Souza - Planaltina
24 de setembro: CEM 12 - Ceilândia
25 de setembro: CED São Bartolomeu - São Sebastião
29 de setembro: CEM 804 - Recanto das Emas
01 de outubro: CEM 111 - Recanto das Emas

Comente com o Facebook:

5 de agosto de 2015

Demolição provoca choro e revolta


Derrubada em Vicente Píres

Após três tentativas de demolição em menos de seis meses, imóveis erguidos em um condomínio irregular de Vicente Pires começaram a ser derrubados pela Agência de Fiscalização (Agefis) e pela Subsecretaria da Ordem Pública e Social (Seops), na manhã de ontem. A operação, que será finalizada nos próximos dias, provocou protesto por parte dos moradores do Lote 200 da Rua 8, conhecido como Chácara da Prosperidade. Segundo os dois órgãos, as casas, entre elas mansões, não podem ser erguidas no local, pois o terreno pertence à Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e tem destinação específica para a construção de espaços públicos, como escola ou delegacia.

A chácara foi dividida em 50 lotes, mas apenas metade havia sido vendida. Dos 25 imóveis construídos ou em obras, sete estavam amparados por decisão judicial para impedir a derrubada. Cada fração custa entre R$ 250 mil e R$ 300 mil e, segundo os moradores, os lotes começaram a ser comercializados há cerca de cinco anos. A Agefis, no entanto, alega que a ocupação existe desde janeiro. Segundo a presidente da agência, Bruna Pinheiro, haverá aumento nas vistorias. “Vamos nos concentrar nas fiscalizações até conseguir derrubar tudo o que está aqui de forma irregular”, afirmou.

Vizinhos e parentes dos moradores da chácara afirmaram haver um “cartel” na região. Segundo eles, algumas “pessoas do governo” fizeram ameaças aos moradores do local, pedindo R$ 16 mil de cada um, a fim de evitar um possível despejo. “Como eles se recusaram a pagar, aconteceu isso”, reclamou uma mulher, que preferiu não se identificar. A Agefis informou ter conhecimento da situação e disse repudiar qualquer ato semelhante à coação.
Batalhão de Choque presente
 Mesmo ciente da falta de documentação, a empresária Adriana Videres, 31 anos, comprou um lote na Chácara da Prosperidade. Os investimentos na obra ultrapassaram os R$ 500 mil. “O meu sonho é ter uma casa própria. Tinha esperanças na regularização. Agora, se demolirem, vou ter de trabalhar tudo de novo”, reclamou. O advogado dela, Wendel Rangel, lembrou a existência de “contratos de compra e venda”, e disse que “todos os moradores compraram os lotes do proprietário inicial”. Ele conseguiu uma liminar, impedindo a desapropriação do imóvel.

Entretanto, 18 famílias não tiveram a mesma argumentação. Nem havia amanhecido quando os tratores e as carretas de mudança chegaram, prontos para derrubar as casas. Sabendo tratar-se da desapropriação, moradores queimaram pneus e entulho na porta do lote, assim como em outras tentativas de demolição. Desta vez, não funcionou. Os bombeiros apagaram o fogo. Depois disso, servidores da Agefis e da Seops entraram no terreno. Pediram que as pessoas deixassem as casas, levando o que fosse necessário para uso pessoal. O mobiliário foi colocado em veículos fretados, estacionados no local.

Balanço
O clima também ficou tenso. Vizinhos começaram a gritar e alguns se trancaram dentro das residências, na tentativa de impedir a derrubada. Desesperado, um homem subiu no telhado como forma de protesto (leia Personagem da notícia). Alguns colocaram os carros no meio da rua, tentando impedir a passagem dos tratores. Agentes do Departamento de Trânsito (Detran) foram acionados e retiraram os veículos. De acordo com o major Antônio Viegas, da Seops, a ordem era colocar abaixo. “A operação é uma tentativa de regularizar essa área”, informou. A Polícia Militar acompanhou a ação, também com homens do Batalhão de Choque.

Em 20 de julho, a desapropriação foi cancelada por causa da resistência dos moradores. A Agefis e a Seops não conseguiram nem entrar no terreno, bloqueado pelos proprietários dos lotes com uma barricada. Mais de 100 policiais militares deram apoio à ação. “Não há motivo para tentarem fazer isso aqui. Vicente Pires foi feita em locais semelhantes. Se derrubarem as casas dessas pessoas, terão de acabar com a cidade”, avaliou o presidente da associação dos moradores, Gilberto Camargos.

A Agefis informou que, na Chácara da Prosperidade, existem 26 casas, mais barracos de madeira e bases de construção. A ação contou com o apoio do Detran, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Companhia Energética de Brasília CEB, da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), da Secretaria de Segurança Pública, da Terracap, da Polícia Militar e da Polícia Civil. No total, foram derrubadas sete edificações de alvenaria, dois barracos de madeira e duas bases. Segundo o órgão, mais 12 residências serão derrubadas no local nos próximos dias.

No início da noite de ontem, cerca de 60 pessoas, segundo a PM, bloquearam o viaduto de Vicente Pires, na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), sentido Taguatinga. A manifestação contra a derrubada causou engarrafamento. O fluxo foi interrompido desde o Setor Sudoeste e chegou ao Viaduto Israel Pinheiro, na entrada de Águas Claras. Por volta das 19h30, o trânsito interrompido obrigou a PM a liberar o tráfego pela contramão. Após quase duas horas, os manifestantes se dispersaram, mas o trânsito continuou intenso pelo menos até as 20h30.
Oração e choro

O servidor público Pedro Torres, 30 anos, protagonizou uma cena inusitada durante a operação. Ao perceber que poderia perder tudo, ele escalou o telhado de casa e ficou de pé, como forma de protesto, em local de difícil acesso. Foi uma tentativa de impedir que os policiais o tirassem de lá e que a residência fosse demolida. Os vizinhos deram apoio, gritaram para que ele resistisse. Ele se emocionou. Pensou, negociou e, após duas horas de conversa, cedeu.

Pedro desceu, com a condição de que imóvel dele não acabasse no chão, pelo menos na ação de ontem. Hoje, no entanto, se ele não conseguir uma liminar, a residência será demolida.“As minhas orações foram fortes. Agora, eu preciso ver se a Justiça vai me ajudar a ficar com a casa”, disse.

O funcionário público se mudou para a Chácara da Prosperidade há 15 dias — garante ter comprado o lote há cerca de um ano. Ele e a mulher vivem em um imóvel em obras. Tudo o que eles reuniram durante o período entre a aquisição do terreno e o início da construção foi empregado em material.

Mesmo sem os móveis, o casal passou a noite na casa de Vicente Pires. Se não conseguir evitar a desapropriação, vão morar na casa da sogra de Pedro, em Planaltina. “Passei tanto tempo estudando para um concurso. Depois, me privando das coisas para juntar dinheiro… Agora, será que vou recomeçar?”, questionou.

Comente com o Facebook:

31 de julho de 2015

Conferências da Juventude acontecem em agosto em várias cidades do DF




O mês de agosto será de Conferências da Juventude em várias as cidades do Distrito Federal. A secretária de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude no Distrito Federal, Jane Klébia Reis reforça que as conferências são a grande oportunidade de colocarmos ojovem como protagonista, para que ele participe da formulação e gestão das políticas. Então, é o espaço em que o jovem vem colocar seus anseios, dificuldades e necessidades da juventude.
 
A  secretária explica que essas conferências que já ocorreram no Recanto das Emas e em Sobradinho, vão reunir também as comunidades do Plano Piloto, São Sebastião, Jardim Botânico, Lago Sul, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Park Way, Cruzeiro, Octogonal e Sudoeste, no próximo dia 8 de agosto, no Centro de Ensino Elefante Branco. Ainda haverá duas conferências, uma em Ceilândia no dia 15 de agosto, em local ainda a ser definido e, no dia 29 de agosto em Taguatinga, para Estrutural, Brazlândia, Guará, Vicente Pires e Águas Claras e o local ainda não foi definido. 
 
A partir dessas conferências locais, serão tirados 200 delegados que vão participar da conferência regional e por fim da distrital que será realizada em outubro, com vistas à Conferência Nacional da Juventude, no mês de dezembro, em Brasília, reunindo jovens de todo o país.

Comente com o Facebook:

29 de julho de 2015

Jardim ABC recebe investimentos de obras de infraestrutura


O bairro Jardim ABC, na região da DF-140, tornou-se um importante vetor de crescimento no Distrito Federal. Além da chegada de dois residenciais da Damha Urbanizadora, uma das empresas líderes no setor de loteamentos fechados, são executadas diversas ações com o objetivo de revitalizar espaços urbanos próximos aos residenciais.
Encabeçadas pela Associação Bairro Sustentável (ABS), projeto criado em 2011 pela Damha Urbanizadora com a finalidade de atuar, principalmente, junto às comunidades situadas no entorno dos residenciais e nas ações de sustentabilidade, as melhorias no Jardim ABC começaram em janeiro de 2012, com um diagnóstico inicial que ajudou na identificação de oportunidades de ajudar a população local.
Desde a chegada da urbanizadora na região, em fevereiro de 2012, membros da Associação, com o apoio dos moradores da comunidade, e uma equipe de engenharia da Damha se reuniram para a definição das obras de revitalização urbana propostas pela empresa na rodovia GO-436.
“Entre as ações, estavam a pintura dos muros de duas escolas municipais, a arborização de canteiros, obras no sistema de drenagem e a correção de erosão de áreas pavimentadas”, explica Fernanda Toledo, presidente da ABS.
Michele Fernandes é moradora do Jardim ABC e sócia de um restaurante no bairro. Ela garante que as melhorias realizadas pela Damha na região têm impactado diretamente na vida dos moradores e na visão comercial do local. “As ações de benfeitoria, como a pintura e manutenção dos canteiros e jardins, e a limpeza urbana diária, têm feito com que os estabelecimentos comerciais sejam mais valorizados e tragam uma qualidade de vida melhor para a população local”, reconhece Michele.
Além das obras de infraestrutura, a ABS trabalha o âmbito da sustentabilidade por meio da nova campanha de coleta seletiva da prefeitura de Cidade Ocidental. A prática já existe em alguns bairros, e agora, irá se estender para outros 14, incluindo o Jardim ABC. A Associação, juntamente com a empresa Ambev, participará com o apoio de insumos, como equipamentos de segurança, materiais de comunicação e veículos. Outra parte da ação, inclui palestra para os cooperados da Cooperativa Esperança sobre temas como empreendedorismo e pertencimento, que está prevista para acontecer no mês de Novembro.
Atualmente, as ações da Associação Bairro Sustentável já acontecem em diversas cidades do país. Além da Cidade Ocidental, está presente em Campo Grande (MS), Araraquara (SP), São Carlos (SP), Feira de Santana (BA), João Pessoa (PB), entre outras localidades.

Comente com o Facebook: