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2 de maio de 2016

Brasiliense perde o interesse por condomínios de luxo

Mesmo com os “descontos”, as vendas não atraem compradores como antes
A crise do mercado imobiliário não perdoou os condomínios horizontais de luxo construídos na região sul do Distrito Federal: casos de desistência da compra e pedidos de distrato têm aumentado.
A crise do mercado imobiliário não perdoou os condomínios horizontais de luxo construídos na região sul do Distrito Federal. Apresentados aos brasilienses como alternativa de moradia no futuro, os terrenos em empreendimentos como Alphaville e Damha perderam atratividade.

Endividados, muitos investidores desse modelo de negócio estão tentando se desfazer do bem adquirido com a promessa de supervalorização. Os casos de desistência da compra e os pedidos de distrato têm aumentado.

Na tabela, o valor do metro quadrado de um lote no Alphaville, a 28 km da Ponte JK, está em torno de R$ 770. Na negociação, porém, interessados andam conseguindo abaixar o preço até a R$ 550. No caso do Damha, mais distante ainda do centro de Brasília, a tabela traz valores próximos a R$ 600, mas, na prática, há negócio sendo fechado a R$ 400. Em ambos os residenciais, os terrenos têm, em média, 700 metros quadrados.

Mesmo com os “descontos”, as vendas não estão boas. O desempenho do empreendimento de duas torres do Grupo Via no Alphaville, com apartamentos de dois, três e quartos, ilustra bem o cenário atual na região: as obras estão quase prontas, ao passo que a comercialização das mais de 100 unidades ainda não chegou a 30%.

Lançamento

A primeira etapa do Alphaville em Brasília, cuja estrutura fica às margens da rodovia (não duplicada) DF-140, na divisa com Goiás, foi lançada em julho de 2010, no auge do mercado imobiliário na Capital Federal. Em um dia, praticamente todos os terrenos foram vendidos. À época, o diretor comercial da empresa anunciou que 90% dos compradores declararam ter interesse em morar no condomínio. Representantes do mercado, no entanto, acreditam que metade desses tinha, na verdade, a intenção de investir.
Dois anos depois, foi a vez da marca Damha lançar a primeira etapa do residencial, na mesma direção do Alphaville, mas já em território goiano. Em uma semana, quase 80% dos lotes ganharam dono. A despeito do sucesso inicial, a segunda etapa de ambos os empreendimentos acabou empacada pelo arrefecimento do mercado como um todo.

Futuro

A expectativa é que até 2025 a região desses condomínios de luxo abrigue uma população de cerca de 600 mil pessoas, 150 mil delas apenas no Alphaville. Até lá, espera-se a consolidação de espaços autossuficientes, que, longe da cidade, ofereçam um estilo de vida considerado mais tranquilo, com opções de moradia fixa ou “segunda residência”.
As marcas apostaram alto nesse futuro que, por ora, ainda parece muito distante. Somente o Alphaville, referência do modelo, investiu em torno de R$ 124 milhões antes de colocar no mercado o maior empreendimento do grupo. A estrutura de lazer está concluída, mas quase não é utilizada – o número de casas construídas ou em construção não chega a 10. No Damha, são avistadas da rodovia apenas cinco obras.

Desafio

Convencer as classes média e alta brasiliense de morar distante do centro é um desafio. Ao contrário do que ocorreu em outros centros urbanos, os condomínios horizontais não se integraram facilmente ao conceito peculiar de Brasília, salvo o observado na década de 1990, quando avançou a comercialização de áreas irregulares no Jardim Botânico e na região do Grande Colorado.
As marcas Alphaville e Damha, claro, têm consciência do longo período de maturação dos empreendimentos, mas não esperavam encontrar pelo caminho uma fase tão ruim para o mercado imobiliário. “Não consigo ver as vendas melhorando nesses condomínios antes de o mercado do DF em si começar a retomar o crescimento”, comenta o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), João Accioly.

Satisfação

Ao Fato Online, o gerente comercial do Alphaville, Eleno dos Santos, disse que a empresa está satisfeita com o desempenho das duas etapas lançadas em Brasília. A ocupação, de acordo com ele, está ocorrendo dentro do esperado. “A população sempre se mostrou receptiva ao Alphaville e obtivemos bons resultados comerciais”, sustentou.
Em nota, o Damha também defendeu que os residenciais de Brasília, apesar de toda a complexidade do mercado imobiliário nacional, tiveram boa receptividade. A empresa considera a região “extremamente nova, mas com potencial inigualável”. Em cinco anos, acredita-se, o espaço terá em torno de 1,5 mil moradores.
Placas ainda tentam atrair novos compradores

29 de abril de 2016

Justiça concede habeas corpus que tranca ação contra Rogério Ulysses


Essa decisão equivale a uma absolvição antecipada. Os magistrados entenderam que o Ministério Público não conseguiu demonstrar na denúncia como o ex-distrital, investigado na Operação Caixa de Pandora, teria praticado esse crime .
A Justiça concedeu habeas corpus para trancar a ação penal contra o ex-deputado distrital Rogério Ulysses pela prática de crime de lavagem de dinheiro.Essa decisão equivale a uma absolvição antecipada. Os magistrados entenderam que o Ministério Público não conseguiu demonstrar na denúncia como o ex-distrital, investigado na Operação Caixa de Pandora, teria praticado esse crime .
O julgamento ocorreu na tarde desta quinta-feira (28/4) na Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Os três desembargadores que compõem colegiado, João Batista Teixeira, Jesuino Rissato e Sandoval Oliveira, foram unânimes em reconhecer a “inépcia da denúncia”.
Esse entendimento poderá beneficiar outros ex-deputados processados na Caixa de Pandora pelo mesmo crime, uma vez que a descrição feita pelo Ministério Público nas denúncias contra os parlamentares é praticamente a mesma.
“Sempre que o Tribunal examina de forma minuciosa e imparcial os processos relacionados à Caixa de Pandora, o resultado tem se repetido, ou seja, se constata a manifesta ausência de provas e as mentiras do delator”, disse Ticiano Figueiredo, advogado de Rogério Ulysses.
Além da acusação de lavagem de dinheiro, Rogério Ulysses responde ainda por corrupção passiva. A denúncia, no entanto, ainda está pendente de julgamento pelo juiz da 7ª Vara Criminal.
Depois do escândalo da Pandora, Rogério Ulysses deixou a política. Em dezembro de 2009, ele foi expulso do PSB. Depois, filiou-se ao PRTB, mas, desde então, nunca mais se elegeu. De lá para cá, a vida de Rogério mudou tanto que até os cabelos longos, uma marca de sua fisionomia na época da política, ele já não usa mais.

27 de abril de 2016

Tribunal de Justiça arrecada gibis para o sistema socioeducativo


Uma campanha do Tribunal de Justiça arrecada gibis para abastecer as bibliotecas do sistema socioeducativo do Distrito Federal a partir desta semana. O prazo para doar livros de histórias em quadrinhos para o público infanto-juvenil vai até 20 de maio.

O objetivo da campanha é incentivar o hábito de leitura nos adolescentes em conflito com a lei e disseminar valores como amizade, honestidade e responsabilidade entre os internos. Além disso, a leitura pode aumentar o vocabulário e despertar interesse em outras obras e temáticas.

Os sete centros de internação do DF possuem bibliotecas desde o ano passado e acolhem até 873 internos. A campanha prioriza a Unidade de Internação Provisória de São Sebastião, onde adolescentes permanecem por até 45 dias aguardando decisão judicial. Se houver doações excedentes, as obras serão distribuídas entre as demais unidades.

Não há restrição quanto aos personagens dos gibis, desde que a leitura seja adequada para o público adolescente, informou a organização.

Os exemplares doados podem ser entregues das 12h às 19h nas diretorias dos fóruns do DF e na Rede Solidária Anjos do Amanhã, na sede da Vara da Infância e da Juventude, na SGAN 909, lotes D e E. É possível obter mais informações pelos telefones 3103-3382 e 3103-3285.

25 de abril de 2016

Após tentativa de roubo carro, dupla é detida em São Sebastião


Um homem e um adolescente foram detidos após tentarem roubar um carro neste domingo (24) em São Sebastião, no Distrito Federal. Os suspeitos conseguiram fugir da primeira abordagem, mas foram detidos quando invadiram igreja da região.

Segundo a Polícia Militar, os dois foram abordados quando tentavam roubar um carro na quadra 302, no Residencial Oeste. Quando o carro da PM se aproximou, a dupla tentou fugir em uma motocicleta.

Cercados pelos militares, os dois abandonaram a moto e entraram na paróquia Santo Afonso, no bairro São José. O homem tentou abandonar a arma calibre 22 no gramado da igreja. O terreno foi cercado e a polícia deteve a dupla.

O homem foi levado para a 6ª Delegacia de Polícia, em São Sebastião, e o adolescente para a Delegacia da Criança e do Adolescente, na Asa Norte. O homem foi autuado por tentativa de roubo e porte ilegal de arma de fogo. O menor foi autuado por infração análoga aos crimes cometidos pelo comparsa.

22 de abril de 2016

Criança e pai são baleados em açougue de São Sebastião


Uma criança e o pai dela foram atingidos por disparos de arma de fogo em São Sebastião na manhã desta sexta-feira (22/4). O homem morreu no local do crime.

Segundo a Polícia Militar do DF, as vítimas estavam em um açougue no conjunto A, da Rua 19, no bairro Residencial do Bosque, quando dois suspeitos que passavam pelo local em bicicletas efetuaram três disparos.
A criança, de um ano e dois meses, acabou atingida no braço e, de raspão, na barriga. Ela foi socorrida por equipes dos bombeiros, passou por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois levada para o Hospital de Base (HBB) em situação estável. O pai, Leonardo Feitosa da Silva foi baleado no tórax e acabou morrendo antes de ser encaminhado ao hospital. A polícia suspeita de acerto de contas e tenta identificar os autores do crime.

Governo faz reforma em administrações


Pressionado por deputados distritais, que desde o início da gestão cobravam mais espaço no Executivo, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) fez trocas no primeiro escalão e no comando de sete administrações regionais para contemplar os aliados. Com as mudanças no GDF, ele fortalece a interlocução com a Câmara Legislativa, depois de enfrentar derrotas na Casa em 2015. Apesar das concessões aos parlamentares, o socialista prometeu enviar um projeto de lei que deve tirar poderes dos distritais. A proposta é fazer eleições diretas para as administrações a partir de outubro de 2018. Promessa de campanha, o pleito para a escolha dos gestores das cidades enfrenta resistência entre os parlamentares e dificilmente passará pela Câmara sem emendas que assegurem a participação deles na escolha.

O governador reconheceu que fez as nomeações para atender os aliados, mas frisou que as indicações atenderam exigências feitas pelo Palácio do Buriti. “Seria hipocrisia dizer que não tem uma relação política na escolha. Todos eles são moradores das cidades que vão administrar e têm ficha limpa. Alguns já participam das administrações ou já foram administradores regionais; outros não têm nenhuma relação com parlamentares. Eles atenderam os nossos critérios e serão cobrados por desempenho”, garantiu Rodrigo Rollemberg.

Uma das novidades é a nomeação do advogado José Flávio de Oliveira para a recém-criada Secretaria Adjunta de Assuntos Legislativos. Ele vai substituir Igor Tokarski na interlocução com a Câmara Legislativa. Experiente negociador político, José Flávio foi o articulador do ex-governador Joaquim Roriz, mas hoje está afinado com Rollemberg. Tokarski continua como secretário-adjunto de Relações Institucionais e Sociais, mas não terá mais a atribuição de negociar a aprovação de projetos de interesse do Executivo.

Entre as nomeações sugeridas pelos distritais, está a escolha de Marcelo Lourenço para a Secretaria de Justiça. Ele é ligado a Sandra Faraj (SD) e trabalhava no gabinete da deputada. Até fevereiro, o cargo era ocupado por João Carlos Souto, indicado de Raimundo Ribeiro (PPS), mas o parlamentar rompeu com o governo e Souto acabou exonerado há dois meses. Desde então, Guilherme Rocha de Almeida Abreu estava como interino. Faraj nega que tenha negociado a aprovação de projetos em troca do cargo e afirma que só indicou Marcelo Lourenço porque o ex-funcionário tem perfil técnico. “Quando houve interesse do governo em ter alguém com um bom currículo nessa área de gestão, é claro que chancelei o nome dele com muita alegria. Mas não existe essa combinação de trocar voto, até porque estou ao lado do governo desde o início”, garantiu.

Mais nomes
A deputada Liliane Roriz (PTB), que estava insatisfeita com o governo, nomeou Roberto Charles Bezerra, funcionário de seu gabinete, para a Administração do Paranoá. Já o distrital Júlio César (PRB), líder do governo na Câmara, indicou o pastor Paulo Antônio da Silva para administrar Samambaia. André Brandão, que já cuidava do Guará, passa a acumular a gestão do Setor de Indústria e Abastecimento. Ele é afilhado político do distrital Rodrigo Delmasso (PTN). Inicialmente, o GDF daria a Administração do Cruzeiro a Delmasso. Mas a população do bairro protestou e reivindicou que a gestão continuasse associada à Administração do Sudoeste, atualmente sob o comando de Paulo Feitosa. Rollemberg atendeu o pedido.

A Administração do Lago Norte e do Varjão ficará com Marcos Woortmann. Ele já comandou a cidade durante o governo de Agnelo Queiroz e no primeiro ano de gestão de Rollemberg. O PSB, partido do governador, ganhou duas novas administrações: o ex-padre Alessander Carregari Capalbo, que concorreu a distrital pelo PMDB em 2014, recebeu o aval da legenda para assumir Itapoã. Alessandro Paiva, pastor evangélico e suplente de distrital pelo PSB, é uma indicação para a Administração do Lago Sul e do Jardim Botânico.