Crescimento desordenado atrapalha produtores rurais de São Sebastião

Em meio ao desmatamento e a grilagem de terras, há quem insista em se manter no sentido contrário e que luta contra essa prática criminosa.

A Redação Móvel percorreu nesta terça-feira (15) as ruas de dois núcleos rurais, o Morro da Cruz e o Aguilhada, mas a equipe de reportagem foi ameaçada e teve que se retirar do local. A Agência de Fiscalização visitou o local hoje no final da manhã e notificou os invasores.

As invasões crescem em ritmo acelerado. A cada dia mais casas são construídas, algumas feitas de alvenaria. No Morro da Cruz, já é possível ver o esboço do traçado das ruas e algumas casas mal terminaram de ser erguidas e já estão com placas anunciando a venda.

Alguns produtores insistem em lutar para preservar o ambiente rural. Daniel Oliveira é dono de 30 mil metros quadrados de terra e mora na região há dez anos. Ele vive da venda de leite e queijo produzido no lote. “Fico muito preocupado porque, se fizerem esse loteamento todinho, acaba a área que a gente usa para criar e fica difícil”, conta. “Trabalhamos em família, então é preocupante. Se assentar esse pessoal, a gente não vai ter mais como sobreviver aqui”, destaca a produtora rural Beatriz Santos Melo.

O presidente da Associação dos Produtores Rurais de Aguilhada, Cláudio Stuart, conta que alguns produtores rurais já foram ameaçados pelos invasores. “Há muitas pessoas que estão ali para especular, para vender a terra, sem intuito nenhum de produção”, afirma.

De acordo com o subsecretário de Administração e Fiscalização Fundiária, Moisés Marques, diversos grupos de grileiros começaram a ocupar desordenadamente o solo desde janeiro. “No momento que isso acontece, a gente identifica a situação e imediatamente comunica o setor do governo responsável pela desocupação, que é a Secretaria de Ordem Pública”, esclarece.

Confira no vídeo a entrevista completa com o subsecretário de Administração e Fiscalização Fundiária.
 
 
Via DFTV 1ª Edição
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