Obra inacabada na DF-463 pode ter causado inundação em São Sebastião

Para Defesa Civil, a falta de escoamento na pista faz com que a água desça com velocidade. Ontem, 15 casas do Residencial Oeste foram atingidas pela enxurrada.

Na manhã desta sexta-feira (11), técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) estiveram na obra inacabada de duplicação da DF-463. A obra, segundo a Administração de São Sebastião e a Defesa Civil, pode ter provocado a inundação. A falta de escoamento na pista faz com que um grande volume de água desça com velocidade para São Sebastião.

No fim do ano passado, para mudar o curso da água e canalizá-la para as bacias de contenção, engenheiros do Residencial Jardins Mangueiral fizeram contenções improvisadas na frente do condomínio, mas elas não foram suficientes.

“Além da precipitação de chuva, há o acúmulo de água da bacia, que foi criada paliativamente para que a água não descesse para São Sebastião. Então, isso aumentou o volume do reservatório, que não estava previsto anteriormente”, explica o engenheiro da Defesa Civil Major Rogério Dutra.

Para o chefe gabinete da Administração São Sebastião, Carlos Eduardo Moraes, a obra precisa ser terminada. “Não só pela questão do escoamento de água. No local, existe o bairro Jardim Botânico e o Jardins Mangueiral, que está em construção. Até 2014, serão quase 30 mil pessoas. Por isso, até o escoamento de trânsito de carros precisa ser resolvido”, declara.

Segundo a Novacap, técnicos vão ainda hoje ao local para fazer uma avaliação. Ontem, 15 casas foram atingidas pela enxurrada, que desceu de uma das bacias de contenção do Condomínio Jardins Mangueiral. A pressão destampou a galeria e levou água morro abaixo.

Os sinais da destruição ainda estão por toda parte. Aos poucos, as pessoas que tiveram prejuízos tentam recuperar os estragos. Nenhuma das quatro famílias que tiveram os barracos interditados pela Defesa Civil quis ir para o ginásio oferecido pela administração.

“Eu dormi na casa da minha vizinha. Passei no ginásio, mas achei muito apertado. Eu gostaria de voltar para minha casa ou que alguém tomasse uma providência logo, porque desse jeito não dá para ficar”, diz a diarista Nilza de Amorim.

A diarista Marinete Gomes também teve a casa interditada. Ela diz que perdeu quase tudo e teve que distribuir a família na casa de vizinhos . “Vou continuar dormindo na casa dos vizinhos e passando o dia na minha casa. Para galpão eu não vou”, afirma.

As quatro famílias que tiveram que deixar as suas casas vão receber uma ajuda temporária do governo para o pagamento do aluguel.


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