Após tempestade, Defesa Civil interdita três casas em São Sebastião

Em uma delas, a água chegou a quase dois metros de altura. No Instituto Sociocultural Arthur Andrade, centenas de exemplares de livros terão que ser jogados no lixo.

A força da água que veio da parte de cima de São Sebastião foi tão forte que invadiu várias casas na Rua 44. A casa do confeiteiro Geraldo de Oliveira ficou totalmente destruída e foi condenada pela Defesa Civil. “Nada ficou no lugar, todos os móveis foram arrastados pela água. Inclusive, uma mulher foi carregada pela correnteza”, relata.

No lote onde Geraldo mora, são três famílias, que agora não tem onde morar. A empregada doméstica Ana Afonseo de Oliveira conta que passou momentos de horror ao tentar salvar a filha e a tia que estavam em casas diferentes.

“Enquanto a água carregava minha tia, minha filha gritava desesperadamente por socorro. Então, eu ouvi um estralo e a parede desabou. Quando consegui chegar ao barraco, a água já estava no pescoço da minha filha”, conta Ana.

A água chegou a quase dois metros de altura. Todos os móveis e eletrodomésticos da casa foram destruídos. Depois que a água abaixou, só restou lama e entulho.

A chuva também provocou estragos no Instituto Sociocultural Arthur Andrade, que também fica na Rua 44. A água empurrou a porta, que ficou torta, e invadiu todo o espaço. O lugar é usado pela comunidade para a realização de cursos e palestras, há também uma biblioteca com cerca de dez mil exemplares. Centenas de exemplares de livros e revistas terão que ser jogados no lixo. O teto tem infiltração e parte do forro está solto.

Segundo a presidente do Instituto, Maria Aparecida Andrade, o sistema elétrico foi prejudicado. “Nós temos energia, mas ela está sacrificada. Eu tive que comprar o material para fazer uma nova instalação”, diz.

Os moradores das casas interditadas pela Defesa Civil foram aconselhados a irem para casas de parentes ou procurarem a administração regional.


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