Moradores reclamam da falta de infraestrutura em São Sebastião

Eles relatam que em alguns lugares faltam rede de esgotos, área de lazer para as crianças e da obra de duplicação da BR-463 que está parada há dois anos.

O movimento na BR-463, sentido para São Sebastião, é sempre movimentada no final da tarde. São os moradores que estão voltando do Plano Piloto depois de mais um dia de trabalho. Não adianta nem correr, pois sempre tem trânsito na entrada da cidade. “Todo dia você ficar parado no trânsito, gastando gasolina, estragando o carro e, acima de tudo, perdendo seu tempo é inadmissível”, fala o estudante Glaicon Souza.

O curioso é que bem do lado da BR tem uma pista totalmente livre, mas ninguém pode passar porque a duplicação só começou e há dois anos a obra está parada. “Se essa obra já tivesse sido concluída, não teria esse congestionamento”, destaca Glaicon.

São Sebastião tem 17 anos e a infraestrutura ainda não chegou para todos os 120 mil habitantes. No Residencial Vitória, 11 ruas não tem rede de esgoto e os moradores usam fossa. “O mau cheiro é horrível na hora que vamos almoçar ou jantar”, fala a dona de casa Luciana Rocha Correa. “O maior transtorno com esse esgoto correndo à céu aberto são as doenças”, acrescenta Ednilza dos Santos, presidente da Associação de Moradores.

Com o esgoto transbordando na rua, a criançada perdeu a liberdade de brincar. “Quando está seco a gente até brinca, mas quando chove os carros passam e jogam lama”, fala Welisson Gomes Pessoa, 9 anos. E sem saneamento básico, o asfalto também não chegou ao residencial. “Moro aqui há 12 anos e até hoje estou esperando a infraestrutura”, fala o vigilante Marlos Barreira Rodrigues.

É ainda no Residencial Vitória que 34 famílias querem reconstruir suas casas nas ruas 10 e 11. Em 2004 elas foram derrubadas pela administração e os antigos donos alegam que pagaram pelos lotes a grileiros. “Além de pagar as prestações do lote, temos que pagar o aluguel. Queremos a liberação dos nossos terrenos”, fala o adestrador Edmilson Santos Cavalcante.

No bairro Vila Nova, a criançada tem um lugar arrumadinho para brincar. O parque, que fica na rua 12, foi todo reformado, mas quando anoitece tudo fica escuro no local. “Está faltando luz, arrumar direito os brinquedos e limpar o parquinho”, fala Rodrigo Barbosa, 9 anos. “A maioria das crianças querem brincar, mas as mães não deixam porque o parque é sujo”, completa Renata Chagas, 11 anos.

Os moradores dizem que o espaço deveria ser seguro só para crianças, mas sem iluminação, são os usuários de drogas que frequentam o lugar. “É raro as crianças brincarem aí”, diz uma mulher.

No bairro Morro Azul, uma área pública no conjunto "O" está coberta de mato. O terreno é cercado por casas e os moradores pedem que o lugar seja destinado ao lazer da população. “Ou a gente improvisa um campinho de terra, ou as crianças brincam no meio da rua”, afirma o professor Getúlio Silva.

Bem perto do local, o problema é um muro no meio do caminho. Um morador que estava construindo um barracão na região foi impedido pela administração de continuar a obra. “Ele tirou algumas telhas, mas o muro ficou. Quando chove a água desce e fica acumulada junt com o lixo”, conta o zelador Benedito Paiva da Silva.

Com o muro irregular, a rua mais parece beco e não dá para passar para o outro lado onde uma quadra deveria ser interligada à outra. “Se for para o outro lado tenho que passar por um beco bem apertado”, conta a doméstica Elisane Vieira dos Santos.

Crime
Dois jovens foram mortos a tiros nesse domingo (3) em São Sebastião. Alberto Araújo, 18 anos, foi baleado no centro da cidade e Edvan de Oliveira, 21 anos, levou um tiro quando passava por uma rua do Residencial Oeste. A polícia suspeita de briga entre gangues. Os autores dos crimes ainda não foram presos.

Acesse ao vídeo e confira a entrevista completa com a administradora de São Sebastião, Janine Rodrigues Barbosa, e com o secretário de Esportes, Célio René, que comenta sobre a situação da vila olímpica.
 
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