São Sebastião está pronta para crescer




São Sebastião tem 19 anos. Nascida a  partir de três fazendas (Taboquinha, Papuda e Cachoeirinha), é uma das cidades do Distrito Federal que mais deve crescer nos próximos anos. Atualmente, a população ainda está em desenvolvimento, mas começa a perder os traços de cidade-dormitório. De acordo com a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), apresentada ontem pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), 33,9% dos postos de trabalho são oferecidos pela própria região. Brasília oferece pouco mais, 35,1%, seguida pelo Lago Sul, com 10,8%. Os trabalhadores autônomos somam 22,3%.
O salão de beleza do qual o massoterapeuta Alexandre Campos Ferreira, 32 anos, é sócio, integra as estatísticas. Com serviços, como o de estética, ele aposta na expansão da região. “São Sebastião é uma cidade que está evoluindo satisfatoriamente. Está havendo um fenômeno social, de mudança de classe econômica, mediante os investimentos e a geração de renda. Tudo isso proporciona uma mudança na região”, conta.

Mesmo com 22 escolas, São Sebastião apresenta um número elevado da população que não concluiu o Ensino Fundamental (42,7%). Apenas 19,3% terminaram o Ensino Médio. O pedreiro Jorge Henrique dos Santos, 49 anos, conhece bem essa  realidade. Ele estudou até a 8ª série devido à necessidade de trabalhar. Logo depois, vieram os cinco filhos e o tempo para se dedicar aos estudos nunca mais apareceu. “Às vezes, dá vontade de voltar a estudar, mas o cansaço não deixa. A gente trabalha demais”, explica. Desde que começou a morar na região, há dez anos, aluga a moradia, como fazem 25,7% da população. “O que a gente ganha não dá nem para a alimentação, quanto mais comprar uma casa de R$ 100 mil”, lembra.
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