Cadê os micro-ônibus?



O colapso anunciado pelas empresas de ônibus que têm concessão do transporte urbano já é uma realidade experimentada pelas cooperativas que atuam no DF. O modelo operado pelos micro-ônibus foi o único que teve aumento recente das tarifas. Há quase quatro anos, o GDF anunciou o fim do sistema de transporte alternativo, operado por vans. Porém, em 2008 o Poder Executivo realizou licitação para que um serviço de micro-ônibus passasse a operar em lugar das vans. Pelo edital, o serviço, que entrou em operação em julho do mesmo ano, iria operar como transporte complementar.

Na avaliação da direção do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do DF (Setransp), o problema enfrentado pelas cooperativas é justamente manter a frequência de carros circulando em itinerários que não têm passageiros em todos os horários. É o caso da Cooperativa dos Profissionais Autônomos de Transporte de Samambaia (Coopatram), que atende a região de Planaltina, e tem enfrentado problemas desde o ano passado. A cooperativa alega falta de receitas para cumprir as obrigações, gerando, com isso, o atraso dos salários dos rodoviários.

Para resolver o problema, o DFTrans pretende encerrar a concessão do contrato com a Coopatram. “Tão logo seja possível, será iniciado o procedimento de licitação para alocação de quantidade de ônibus suficiente para o atendimento da população”.

Em São Sebastião, o problema é mais sério. Com a falta falha do sistema de transporte público que lucra são os piratas legalizados, os ônibus dos grandes empresário e os piratas mesmo com seus carros particulares. A linha 183 (Circular - Condômínios/São Sebastião), operado agora pela Rápido Brasília, não tem horário regular e não tem capacidade para atender a população.

Além dos carros piratas, os ônibus da empresa São José lucram na linha do circular, que antes custavam R$ 1,50, agroa R$ 2,00 cobrados pela linha desta empresa que tem o itinerário São Sebastião/Lago Sul. O resultado disto são as paradas de ônibus lotadas, ônibus velhos e sucateados. O ônibus de manutenção do Grupo Amaral já se posiciona em local estratégico onde a maioria destas velharias quebram.
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