Adeus a um pioneiro


São Sebastião perdeu ontem dia 03/02/2013 um dos seus moradores mais antigos. Às 19 horas e 50 minutos morreu em sua residência aos 72 anos de idade o pioneiro Manoel Genserico Coutinho, ele morava nesta região desde o inicio da década 50, cujo pai Belarmino Coutinho carreteiro respeitado na região morreu no ano 1954 e foi enterrado debaixo de um pé de jatobá próximo ao córrego taboquinha nas terras da antiga fazenda velha, onde hoje está localizado o condomínio Belvedere Green.

 Manoel era conhecido pelos amigos antigos como Manézinho do Américo que era o proprietário das terras, onde agora ficam os Bairro São Jose e São Francisco, a quem ele considerava seu pai de criação. Neste vale ele cresceu, casou e gerou filhos e pode conhecer netos e bisnetos. Ele se orgulhava de ter visto Brasília nascer e crescer, de ter conhecido como a palma de sua mão toda a região do DF por ter exercido durante boa parte de sua vida a função de boiadeiro.

Ele foi casado com Dona Ana Alves Siqueira durante 49 anos e dessa união nasceram seis filhos; Maria Luzia, Marlisete, Mário, Marcio, Marcos Antonio e Mércia que lhes deram total e 15 netos e cinco bisnetos.  A historia de Manézinho, de são Sebastião e de Brasília se entrelaçam e se confunde com a de muitos dos pioneiros da construção nova capital. Manézino foi pescador, caçador, veterinário autodidata contador de historia e   jogador de futebol.

Na foto acima podemos vê-lo abaixado a direita com a cabeça  enfaixada, numa fotografia pre-jogo, isso nos anos 70. Na foto estão também os saudosos amigos Coqueiro, Joãozão e Jaci a quem ela vai seu juntar no céu para jogar outras partidas. Com a morte de Manézinho a história dos primórdios da região perde um dos seus referenciais. Do seu tempo restam agora poucos remanescentes, que como ele tiveram a graça de conhecer a terceira geração, e esta geração que tem a incumbência honrarem e manter viva a memórias dos seus genitores.

De eterniza-los com atitudes positivas para assim fazer as tuas existências tenham valido a pena.  E eu que perdi um sogro, um amigo e um contador de historia me sentido meio órfão me despeço; Adeus Mané até um dia. 

Fonte: Eu um Griô
Postado originalmente por Edvair Ribeiro
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