Rodovia DF-463


Não é de hoje que observo o aumento do fluxo de pessoas, ciclistas e carro pela via que liga a cidade de São Sebastião à do Jardim Botânico, com pouco mais de 3 km. Nos últimos anos, com a consolidação do bairro Jardins Mangueiral e Jardim Botânico III, esse movimento quase que triplicou. Todos nós sabemos que foi apenas uma parcela pequena destes dois bairros foram liberadas e já sentimos o aperto neste trecho.

Desde que a agrovila se tornou Região Administrativa RAXIV que a rodovia é a mesma e nunca sofreu alguma alteração e a velocidade permitia e de 80 km/h, cujo fluxo de tráfego é intenso, por se tratar do único acesso à cidade. Sem fiscalização, sem radares e se quer uma sinalização adequada ás condições atuais muitos motoristas se veem livres para fazer o uso de forma irresponsável.

Com o grande número de carros e sem alternativa de acessou ou saída da cidade, muitos motoristas utilizam os trechos de acostamento para ultrapassagens (trata-se de rodovia de mão dupla), vem ocasionando graves conflitos com outros motoristas, ciclistas e pedestres. Os problemas com os pedestres e ciclistas foram amenizados com a construção da ciclovia as margens desta rodovia, mas que hoje foi parcialmente interditada por construções de rotatórias e acesso ao bairro Jardim Botânico III.

Ao longo dos anos contabilizamos graves acidentes e mortes neste percurso. Acidentes de natureza gravíssima com vista grossa pelos administradores e técnicos que deveriam zelar por esta via. Em 2009 três jovens, Diego Henrique de Sousa Menezes, Geraldo Ribeiro da Costa Júnior e Fagner Máximo Moreira, ambos de 22 anos, tiveram suas vidas ceifadas em uma colisão com uma árvore margens da rodovia. Já em 2011, outro carro colidiu violentamente contra dois postes de iluminação deixando três pessoas gravemente feridas.

No ano passado o operário Janderson de Andrade foi atropelado quando seguia para o trabalho. Um ônibus invadiu a contramão da DF-463 e o atingiu na curva de acesso a São Sebastião. O veículo arrastou a vítima por cerca de 100 metros e bateu em uma placa de sinalização da ciclovia. Os vidros dianteiros e o para-choque do veículo ficaram quebrados.

Diante deste caso o DER fez do acostamento uma segunda faixa, no sentindo Plano Piloto, o que aparentemente sentiu uma melhorada. Para controlar a velocidade da via foram instalados seis (6) pardais em cada sentido da via, com a velocidade máxima de 80 Km/h.  Mas infelizmente os engarrafamento são constantes e os acidentes ainda acontece.

Mas acredito que, infelizmente, a duplicação da rodovia, não sairá do papel enquanto não render alguns votos aos velhos e novos lobos de nossa cidade. Sabendo que há quase oito anos atrás, foram feita emendas parlamentares no valor de 3 milhões para duplicação da via. Ao invés disso o dinheiro foi destinado para a duplicação da DF-140 atendendo alguns condomínios de luxo da região.

Enquanto esta disputa eleitoral continua, vidas vão se perdendo durante este percurso. O estado da rodovia é lastimável devido a grande quantidade de remendos que é um atrás do outro. Aguardamos aqui por melhorias e quem sabe a duplicação da mesma.
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