TJDF condena Rogério Ulysses a devolver R$ 9,4 milhões aos cofres públicos




O ex-deputado distrital Rogério Ulysses Telles de Mello foi condenado nesta quarta-feira (12) pela Justiça do Distrito Federal a devolver R$ 9,4 milhões aos cofres públicos. Ele era acusado de improbidade administrativa pelo envolvimento no esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM. Cabe recurso.
O G1 procurou o ex-deputado para comentar a decisão, mas não conseguiu encontrá-lo até a publicação desta reportagem. Segundo o processo do TJ, o ex-deputado alegou não haver prova contundente contra ele e que não foi comprovado que sua conduta tenha causado dano aos cofres públicos.

Para o juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública, no entanto, as provas do processo, como documentos, gravações de áudio e depoimentos colhidos ao longo das investigações reforçam a participação no esquema.

O tribunal condenou o ex-deputado à perda dos bens acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio equivalente ao montante de R$ 2,1 milhões e determinou o pagamento de multa equivalente a três vezes esse valor. Ele terá de pagar ainda R$ 1 milhão por danos morais.
Acusado de ter recebido R$ 60 mil mensais entre 2007 e 2009 para fazer parte da base aliada do governo, o ex-deputado foi condenado à perda de direitos políticos por dez anos e está proibido de ocupar cargo público e de contratar com o poder público pelo mesmo período.
A operação Caixa de Pandora, que revelou o mensalão do DEM, foi deflagrada em novembro de 2009 pela Polícia Federal e investigou o suposto esquema de pagamento de propina no governo do Distrito Federal (GDF) que envolveu servidores públicos, empresários e diversos políticos.
Desmembramento
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça decidiu no último dia 5 desmembrar e enviar para o Tribunal de Justiça o processo contra o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e outras 35 pessoas pelo envolvimento com o mensalão do DEM. Com o desmembramento, o STJ vai julgar apenas a denúncia contra o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Distrito Federal Domingos Lamoglia.

Fonte: G1/DF
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