Mais desperdício de dinheiro público.

Segundo o Administrador Regional do Jardim Botânico, afirma que obra é de primeira, boa e bem feita
Uma calçada ainda em obras na entrada de três condomínios do Jardim Botânico, região do Distrito Federal a 15 quilômetros do centro de Brasília, foi construída com postes de luz no meio do caminho. A calçada, que começou a ser feita há aproximadamente dois meses, também apresenta rachaduras.

Os moradores dos condomínios Mansões Itaipu, Quintas da Alvorada e Solar da Serra reclamam da nova calçada em construção. Segundo a administração do Jardim Botânico, mais de 500 metros de calçada já estão prontos.

"Eu acho que não precisa ser nenhum gênio da construção para saber que está errado. Um poste no meio da calçada impede que a pessoa consiga andar. Não tem acessibilidade para a pessoa deficiente, carrinho de bebê, e além disso a qualidade da obra, que é trágica", disse um o arquiteto Marcelo Bokel, morador de um dos condomínios.

 O administrador do Jardim Botânico, Cesar Trajano de Lacerda, defendeu a obra e disse que a construção está correta porque é 'um projeto da Novacap'.

"Está correto porque isso é um projeto da Novacap. A gente só pode julgar uma obra depois que ela está pronta. Essa obra é de primeira, é uma obra boa, bem feita", afirmou. 
Segundo Lacerda, os postes que estão no meio da calçada vão continuar até que a obra seja concluída e as rachaduras no concreto serão corrigidas.

"[Os postes] vão ficar [no meio do caminho]. Nós vamos fazer em volta, para a passagem das pessoas deficientes, vamos fazer uma meia-lua para beneficiar. Mas por enquanto vão ficar porque quem resolve o problema dos postes é a CEB. Já fizemos [o pedido para a retirada]. E quando for retirado, a CEB então recompõe a calçada."


Outras falhas são encontradas na obra. Rachaduras apareceram antes mesmo da conclusão dos trabalhos. As placas apresentam trincas. O presidente do Crea/DF, Flávio Corrêa, diz que a calçada não segue as normas técnicas exigidas.



“Totalmente errado. Aqui tinha que ter uma conciliação de projeto com a CEB, com a administração certo?”, afirma. “Eu acho que não poderia ter iniciado uma obra com  essas interferências que estão acontecendo exatamente na faixa de passeio.”
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