Morro da Cruz na mira do GDF

Em amarelo, local onde será construído os apartamentos do novo bairro Crixá.
Orientado pelo governador Rodrigo Rollemberg, o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, foi incisivo ao afirmar nesta quinta-feira (09), que as centenas de famílias que construíram casas no Morro da Cruz, área que dará lugar a construção de casas e apartamentos serão erradicadas pela AGEFIS.
A informação foi dada ao próprio presidente da Associação dos Moradores do Morro da Cruz, Bernardo Rogério Filho, que saiu da reunião preocupado com a situação das famílias que moram na área Zumbi de Palmares. No dia 1 de abril a AGEFIS realizou uma operação derrubando 13 casas e ainda humilhou e levou para a delegacia os representantes da comunidade.
O secretario Thiago de Andrade disse ainda ao representante dos moradores do Morro da Cruz não achar justo que os atuais moradores furem a fila dos já escritos ao projeto do novo bairro Crixá e Nacional que serão construídos na região administrativa de São Sebastião.
Thiago de Andrade diz que casas do Morro da Cruz serão derrubadas
O programa habitacional para famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil. gestado durante o governo Agnelo passou agora ser a maior ambição do governo Rollemberg. O governo diz ter total apoio dos 24 deputados, entre eles o distrital Lira, um dos mais votados no Morro da Cruz, bem como de Agaciel Maia. Essas novas unidades serão construídas na região do Crixá (2.960) e Bairro Nacional (3.872), em São Sebastião.
As obras custarão, aproximadamente, R$ 520 milhões. O projeto prevê prédios de quatro pavimentos (térreo mais três), com apartamentos de dois dormitórios e 46 metros quadrados. O contrato com a empresa responsável está em fase de homologação.
O medo voltou ontem a atormentar as centenas de moradores que não sabe o que fazer e para onde ir com as suas famílias se realmente o plano de derrubadas for posto em pratica pelo governo. A revolta é geral. Muitos dispostos a enfrentar os tratores da AGEFIS e resistir as derrubadas.
Ontem, o presidente da Associação, Rogério Filho, procurou o gabinete do deputado distrital Lira (PHS) mas não o encontrou na Câmara Legislativa. Lira foi o deputado que recebeu a maioria dos votos dos dez mil moradores do Morro da Cruz na eleição do ano passado.
Durante a campanha eleitoral ele e o então candidato a governador Rodrigo Rollemberg, numa “roda de conversas” com a comunidade prometeram que a situação dos moradores seriam regularizadas e que não haveria derrubadas de suas moradias. O povo acreditou.
No dia da derrubadas das 13 casas pelos tratores da AGEFIS o distrital não se fez presente na comunidade. O celular dele ficou desligado, segundo o presidente da associação dos moradores. Acusado pela população de não aparecer no momento em que a comunidade mais precisou dele, o distrital procurou na última terça-feira (08) a presidente da AGEFIS, Bruna Pinheiro, para pedir, segundo ele, explicações sobre as recentes derrubadas de residências ocorridas em São Sebastião.
Na sua página pessoal no facebook, Lira diz ter cobrado um tratamento diferenciado às famílias que moram atualmente nos bairros Morro da Cruz, Capão Comprido, Crixá e Vila do Boa, por serem áreas de interesse social.
A presidente da AGEFIS, por seu turno, esclareceu que a agência está considerando como invasões novas todas as construções que foram levantadas depois de julho do ano passado. Bruna Pinheiro também disse ao deputado que não haverá concessões e que as casas serão demolidas.
Pressionado pela população o deputado distrital está convidando todos os moradores do Morro da Cruz para esclarecer dúvidas sobre as recentes derrubadas feitas pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal na região. Ele diz que quer conversar com a população sobre o assunto.
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A reunião será no próximo sábado (11/4) às 17h, em frente à antiga quadra de tênis. Por conta do convite muitos foram os comentários nas redes sociais.
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