São Sebastião sofre com problemas de mobilidade e sinalização


Quem conhece ou já passou pela cidade de São Sebastião sabe o quanto o trânsito é confuso, e a ausência de sinaleiros e sinalizações de trânsito em alguns pontos, juntamente com as ruas estreitas, incomodam e dificultam a vida de motoristas e pedestres. Os trechos que mais incomodam a população são o balão do Morro da Cruz, Rua Gameleira, e os cruzamentos dentro dos bairros residenciais.

São Sebastião é considerada uma Região Administrativa há 21 anos, e os problemas reclamados que envolvem as questões de mobilidade e trânsito tem se refletido em números. Segundo dados levantados pelo DER (Departamento de Estadas e Rodovias) em parceria com o Detran (Departamento de Trânsito do Distrito Federal), São Sebastião teve 43 pessoas mortas em acidentes de trânsito de 2006 até hoje. O relatório envolveu as 10 principais vias da cidade, e a Av. São Sebastião foi a rua com mais acidentes, com um total de 16 mortes.

Segundo informações da administração, existem obras em andamento, obras concluídas e alguns futuros projetos para melhorar ou ao menos amenizar esses problemas. A obra já concluída se refere a ampliação do balão da Esaf, que contempla os moradores não só de São Sebastião, mas também dos Jardins Mangueiral, Lago Sul e Jardim Botânico.

Valdemiro Ferreira, 42, é motorista de ônibus da Viação Pioneira há 7 anos e comemora a conclusão da obra. “ O acesso à nossa cidade ficou bem mais rápido, e o trânsito nos horários de pico deu uma aliviada, apesar de não ter resolvido”, concluiu Ferreira.

Já a duplicação da via DF-463, que está em andamento, é uma obra que beneficia diretamente a população da cidade. De acordo com Keves Diogo, que é chefe de gabinete da administração de São Sebastião. “A duplicação da DF-463 vai beneficiar diretamente 55 mil pessoas da nossa região. Essa obra terá como benefícios uma maior fluidez, maior velocidade média do trânsito, e diminuição no número de acidentes”, destacou Diogo.

A estimativa do chefe de gabinete é que a obra de duplicação da rodovia DF-463 vai custar R$ 6,5 milhões, e que será concluída até outubro. O departamento responsável pela obra é o DER, que contratou a empresa JM Engenharia para a realização das obras. O local também já recebeu uma área de escape. Essa medida é uma alternativa para rota de fuga para acidentes com veículos pesados que perdem o freio ou o controle, situação que já ocorreu na via diversas vezes.

Na administração da cidade, a pauta em prioridade é evitar acidentes. Pensando nisso, a descida da via DF-463 também recebeu pardais para ajudar a controlar a velocidade, e placas foram colocadas ao longo do caminho orientando e alertando os motoristas do risco em potencial.

Projetos que podem sair do papel
Sobre as sinalizações e sinaleiros de trânsito da cidade, Keves Diogo diz que já existem projetos em andamento e que resolver esse problema é umas das prioridades da atual gestão. “ A administração realizou um estudo detalhado dos pontos da cidade que necessitam de semáforos, de quais placas precisam ser revitalizadas, e quais os locais que precisam de novas sinalizações”, concluiu o chefe de gabinete.

Esse estudo detalhado da administração apontou para os mesmos problemas e locais a receberem as melhorias. Sinal de que o levantamento foi realmente feito. O estudo aponta necessidade de melhoria de sinalização no balão do bairro Morro da Cruz, sinaleiro na entrada da cidade, um na Rua da Gameleira e outro na Praça Labodeguita. Os locais de novas placas, faixas, estacionamentos, calçamentos e quebra-molas, bem como a pintura dos mesmos, já foram checados pela equipe que organizou o estudo.

Mas Diogo alega ter algumas dificuldades com o andamento desse projeto. “Já entregamos o levantamento junto ao Detran, mas eles alegam não ter recursos no momento, e que não existe nenhuma empresa contratada no momento para realizar esse tipo de manutenção”. Segundo Keves Diogo, esses projetos também dependem da regulamentação do registro cartorial da cidade que ainda não saiu.

A assessoria do Detran-DF admitiu que, atualmente, não existe nenhuma empresa contratada para esse tipo de serviço, e que estão em processo de licitação. Porém, alegam não ter recebido qualquer relatório de estudos da administração de São Sebastião, e se mostram disponíveis para realizar a verificação dessas necessidades da cidade quando solicitado.

O povo fala:
A comerciante Mariza Rocha, 50, está com sua banquinha na Rua Gameleira há 10 anos e diz que já viu de tudo. “ É carro, moto, gente, bicicleta, ônibus e caminhão dividindo o mesmo o espaço das ruas estreitas da cidade. Já vi todo tipo de acidente aqui, fico sempre atenta porque o medo sempre existe”, comentou Rocha.

Nilza Souza é moradora local há 22 anos, e mostra indignação com alguns aspectos da cidade e cobra da administração. “Cadê as faixas? E as que tem estão apagadas. Sem falar na falta de calçada para os pedestres e de estacionamento nas áreas comerciais”, reclamou Souza.

Lucas Nunes, 25, é vigilante e sempre morou em São Sebastião. Ele dirige carro e moto e em ambos veículos, ele não se sente seguro para dirigir pela cidade. “A ausência de sinalização e os quebra-molas apagados dificultam a vida dos motoristas. Eu prefiro a moto porque tem horas que dirigir aqui é um tormento. Com as ruas cheias de buracos, e os balões e rotatórias confusos eu fico mais vulnerável”, ponderou Nunes.

A administração enfatiza que para o segundo semestre, o que está garantido mesmo são ações que visam organizar a cidade, como o recapeamento das principais avenidas da cidade com a operação chamada “Tapa buraco”, a limpeza de bueiros, pintura de meio fio e retirada de entulho.


Duplicação da DF-463 em andamento.

Redutores de velocidade na Avenida São Sebastião amenizam a situação.

 Fonte: IESB
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