Justiça concede habeas corpus que tranca ação contra Rogério Ulysses


Essa decisão equivale a uma absolvição antecipada. Os magistrados entenderam que o Ministério Público não conseguiu demonstrar na denúncia como o ex-distrital, investigado na Operação Caixa de Pandora, teria praticado esse crime .
A Justiça concedeu habeas corpus para trancar a ação penal contra o ex-deputado distrital Rogério Ulysses pela prática de crime de lavagem de dinheiro.Essa decisão equivale a uma absolvição antecipada. Os magistrados entenderam que o Ministério Público não conseguiu demonstrar na denúncia como o ex-distrital, investigado na Operação Caixa de Pandora, teria praticado esse crime .
O julgamento ocorreu na tarde desta quinta-feira (28/4) na Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Os três desembargadores que compõem colegiado, João Batista Teixeira, Jesuino Rissato e Sandoval Oliveira, foram unânimes em reconhecer a “inépcia da denúncia”.
Esse entendimento poderá beneficiar outros ex-deputados processados na Caixa de Pandora pelo mesmo crime, uma vez que a descrição feita pelo Ministério Público nas denúncias contra os parlamentares é praticamente a mesma.
“Sempre que o Tribunal examina de forma minuciosa e imparcial os processos relacionados à Caixa de Pandora, o resultado tem se repetido, ou seja, se constata a manifesta ausência de provas e as mentiras do delator”, disse Ticiano Figueiredo, advogado de Rogério Ulysses.
Além da acusação de lavagem de dinheiro, Rogério Ulysses responde ainda por corrupção passiva. A denúncia, no entanto, ainda está pendente de julgamento pelo juiz da 7ª Vara Criminal.
Depois do escândalo da Pandora, Rogério Ulysses deixou a política. Em dezembro de 2009, ele foi expulso do PSB. Depois, filiou-se ao PRTB, mas, desde então, nunca mais se elegeu. De lá para cá, a vida de Rogério mudou tanto que até os cabelos longos, uma marca de sua fisionomia na época da política, ele já não usa mais.
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