Princesa da Bélgica conhece projeto social em São Sebastião


A palavra princesa, por si só, encanta. Por isso, quando souberam que seriam visitadas por uma nobre em carne e osso, as 54 meninas de um projeto social de São Sebastião puseram-se a sonhar. O aguardado encontro ocorreu ontem no endereço onde funciona, desde 2006, o Projeto Garatuja, que promove aulas de balé clássico e dança contemporânea para meninas de 9 a 18 anos. “Parece um sonho, estou um pouco nervosa, mas muito contente por conhecê-la. Ela é linda”, conta Milena dos Anjos, 13 anos, que participa do projeto há três anos e meio. A menina refere-se a Maria Esmeralda Adelina Liliana Ana Leopoldina, o nome pomposo da filha do rei da Bélgica, Leopoldo III.

Aos 59 anos, a princesa está conhecendo projetos sociais pelo Brasil. O encontro com as meninas dançarinas foi possível após o embaixador da Bélgica no Brasil, Jozef Smet, ter contato por meio de uma reportagem do Correio, o trabalho da belga Dorká Hepp, professora de dança contemporânea no projeto. “Nós nos encontramos e eu o trouxe para conhecer o Garatuja, que ele adorou. Há pouco mais de uma semana, ele nos surpreendeu com a notícia de que a princesa da Bélgica viria a Brasília, e que ele gostaria que ela nos conhecesse”, relata a professora.


Recebida com flores, sorrisos, presentes e muito carinho pelas meninas, que fizeram fila para tirar foto com ela, a princesa falou sobre a importância de dançar. “A dança é muito importante na vida, tanto para a mente quanto para o corpo. É um modo de cada um se comunicar com seu interior”, disse. Além dela, o embaixador da Bélgica, Jozef Smet, e a primeira-dama do DF, Márcia Rollemberg, compareceram à apresentação.

No Projeto Garatuja, as meninas têm aulas de dança até três vezes por semana. Aos sábados, participam de monitorias feitas em parceria com alunos da UnB. Tudo gratuito; a única exigência para participar do grupo são as boas notas na escola. A ação é mantida com doações e voluntariado pela Associação Assistência, Cultura e Educação Humana (ACEHU), que há 21 anos atua em Brasília. Heloise Vellozo, presidente da ACEHU, agradeceu a princesa por prestigiar e trazer visibilidade para o projeto. “Foi uma oportunidade única para as meninas. Muitas tinham prova na escola, mas foram liberadas pelas professoras só para estarem aqui conhecendo a princesa”, conta.

Amanda Silva, 18 anos, foi uma das alunas que apresentou passos de dança contemporânea para a princesa. Há oito anos no projeto, é uma das alunas mais antigas. “O Garatuja mudou bastante as minhas expectativas. Entrei quando tinha 10 anos, bem no começo do projeto, e o vi crescer muito. A partir das apresentações de dança, encontrei a carreira que queria seguir, a de eventos, e hoje faço curso técnico na área”, relata. Sobre a apresentação para a princesa, Amanda acha que fez bem. “Ela olhava a gente dançar com um sorriso no rosto, então acho que ela gostou”, arrisca.
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